Região Metropolitana de Curitiba recebe seis agentes penitenciários

O governador do Paraná, Beto Richa, assinou nesta quarta-feira (5) os decretos de nomeação de 48 educadores sociais e 45 agentes penitenciários aprovados em um concurso público realizado em 2013. As unidades da Região Metropolitana de Curitiba, atendidas por este Conselho da Comunidade, receberão seis agentes e sete educadores sociais. Os novos servidores atuarão em penitenciárias coordenadas pelo Departamento Penitenciário do Paraná (Depen), que é vinculado a Secretaria da Segurança Pública e Administração Penitenciária (Sesp), e nos centros de socioeducação da Secretaria da Justiça, Trabalho e Direitos Humanos (Seju).

A diretoria do Sindicato dos Agentes Penitenciários do Paraná (Sindarspen) havia solicitado a nomeação de 576 pessoas para completar as vagas abertas na classe de acesso à carreira (classe III), mas o pedido não foi atendido pelo governo do Estado. Os agentes penitenciários nomeados nesta quarta-feira já estão aptos para iniciar o trabalho. Nos últimos meses, eles receberam cursos e treinamentos para desempenhar a função com segurança.

Dos 45 agentes penitenciários nomeados pelo Paraná, 12 vão atuar em Cascavel, 11 em Foz do Iguaçu, sete em Francisco Beltrão, sete em Cruzeiro do Oeste, seis na Região Metropolitana de Curitiba, um em Guarapuava e um em Londrina. Os novos servidores irão complementar o quadro de profissionais de segurança que atentem diretamente os cerca de 20 mil presos das unidades penais do Paraná.

Já os educadores sociais serão lotados em Cascavel (1), Região Metropolitana de Curitiba (7), Foz do Iguaçu (4), Laranjeiras do Sul (6), Londrina (9), Maringá (10), Pato Branco (3), Ponta Grossa (2), Toledo (3) e Umuarama (3). Eles ainda receberão treinamentos específicos sobre temas como socioeducação, segurança, direitos humanos, cidadania e formação profissional. Os profissionais aguardam a posse para o início das atividades.

Esses servidores são responsáveis pelos cuidados de mais de mil adolescentes em privação ou restrição de liberdade no Estado. O trabalho inclui o acompanhamento dos jovens dentro das unidades e atividades de escolarização e de qualificação profissional, além de audiências e atendimentos médicos.

Deficit

De acordo com o Sindarspen, o deficit de servidores na carreira gira em torno de 1.600 profissionais em todo o Paraná. “Essa situação obriga agentes a trabalharem por três, aumentando a insegurança nas unidades e elevando ainda mais os riscos de adoecimento dos trabalhadores”, alega o sindicato. Aproximadamente 1,2 mil agentes penitenciários trabalham nas dez unidades da Região Metropolitana de Curitiba, que abrigam cerca de 10 mil presos.

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