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Foto: Eriksson Denk

Nesta quinta-feira (10), a presidente Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministra Cármen Lúcia, lembrou de Darcy Ribeiro para falar sobre a situação carcerária do país. “Darcy Ribeiro fez em 1982 uma conferência dizendo que, se os governadores não construíssem escolas, em 20 anos faltaria dinheiro para construir presídios. O fato se cumpriu. Estamos aqui reunidos diante de uma situação urgente, de um descaso feito lá atrás”, disse a ministra em um evento em Goiânia. Ela também afirmou: “Um preso no Brasil custa R$ 2,4 mil por mês e um estudante do ensino médio custa R$ 2,2 mil por ano. Alguma coisa está errada na nossa Pátria amada”. (CNJ)

(http://www.cnj.jus.br/noticias/cnj/83819-carmen-lucia-diz-que-preso-custa-13-vezes-mais-do-que-um-estudante-no-brasil)

A 10ª Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça de São Paulo determinou, também nesta quinta-feira (10), que o governo de São Paulo ofereça ensino noturno às cerca de 2 mil detentas da Penitenciária Feminina de Santana, localizada na capital paulista. A medida passa a valer em 2018. O julgamento responde uma ação civil pública movida pela Ação Educativa, Defensoria Pública de São Paulo, Pastoral Carcerária, ITTC (Instituto Terra, Trabalho e Cidadania), Instituto Práxis de Direitos Humanos e Conectas.

De acordo com uma pesquisa realizada em 2014 pelas entidades autoras do pedido, apenas 12% das presas de Santana estudavam, apesar de 87% delas terem interesse em frequentar as aulas. A unidade já possui opções de ensino pela manhã e à tarde, mas o acesso à educação no período da noite é uma antiga demanda das presas e de organizações da sociedade civil, que apontam que os horários de aula conflitam com os de trabalho.

Segundo os dados mais recentes do Infopen, apenas 13% das pessoas presas no Brasil estão inseridas em atividades educacionais. (Justificando)

(http://justificando.com/2016/11/10/justica-determina-que-governo-de-sp-ofereca-ensino-noturno-presas/)

Os papéis da CoreCivic subiram 58% durante esta quarta-feira (9), dia da eleição de Donald Trump. O GEO Group também viu suas ações terem alta na Bolsa de Nova York, de 21%. As duas corporações gerenciam prisões privadas nos Estados Unidos. Segundo as primeiras previsões, dadas as declarações racistas e xenófobas do republicano, o “negócio” tende a crescer.

“Quando as prisões privadas são criadas, elas precisam ser preenchidas. Se as empresas não têm prisioneiros para preenchê-las, falta dinheiro para manter as instalações ou pagar trabalhadores”, afirma Carlos D. Williamson. (Folha de S.Paulo)

(http://www1.folha.uol.com.br/mundo/2016/11/1831144-vitoria-de-trump-e-boa-noticia-para-donos-de-prisoes-privadas-nos-eua.shtml)

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