Para reforçar o programa Recomeço, o Conselho da Comunidade doa periodicamente materiais essenciais para as unidades da Região Metropolitana de Curitiba. Faz parte da atuação desse órgão da execução penal diligenciar a obtenção de recursos materiais e humanos para melhor assistência ao preso ou internado, em harmonia com a direção dos presídios. Tão logo as demandas surgem, tão logo os esforços recomeçam.

Nos últimos meses, o Conselho da Comunidade doou sabonetes, aparelhos de barbear, enxovais de bebê e roupas para as dez unidades da RMC. Confira algumas histórias:

CCSJP – Casa de Custódia de São José dos Pinhais

O entremuros que já foi palco e lar do cineasta Aly Muritiba recebeu 864 sabonetes no começo de setembro. O lugar tem capacidade para 900 pessoas e abriga em torno de 1.020. Apenas 26 agentes cuidam do dia a dia da unidade. Além disso, cerca de 30% dos presos trabalham ou estudam e em torno de 60 estão no programa de remição de pena por leitura.

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Agente penitenciário recebe os sabonetes

CCC – Casa de Custódia de Curitiba

Nas beiras de Araucária, a CCC é uma penitenciária-modelo de três galerias totalmente automatizadas. A planta foi importada do Texas, nos Estados Unidos, no começo dos anos 2000. A capacidade da penitenciária é de 432 pessoas, mas ela comporta em torno de 600. Nas últimas primaveras, os detentos engenheiros instalaram em torno de 30 câmeras no local. A CCC também conta com uma nova ala íntima com 10 quartos e 2 banheiros. Em meados de setembro, o presídio recebeu do Conselho da Comunidade 1.296 sabonetes e 100 lâminas de barbear.

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Isabel Kugler Mendes e Samuel Moreira, diretor da unidade

CMP – Complexo Médico Penal

O Complexo Médico Penal abriga 797 pessoas, apesar de ter em torno de 660 vagas. Tem seis galerias. Na 1ª e na 2ª estão 200 presos com transtornos mentais. O complexo ainda abriga um hospital e os presos mais idosos do sistema. Nos últimos meses, o Conselho da Comunidade também doou dez cadeiras de roda, 100 telas, cola, tinta e papel para as aulas dos presos que respondem medidas de segurança, dez kits com fralda e tip-top para as gestantes (todos os bebês do sistema da Região Metropolitana nascem lá) e 80 peças de roupa para os presos que não têm visita familiar.

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Isabel Kugler Mendes entrega enxovais para os bebês

PCE – Penitenciária Central do Estado

A Penitenciária Central do Estado, inaugurada em 1954, é uma das mais antigas do sistema carcerário – perde em idade apenas para a do Ahú, que está desativada. O local abriga 1.680 internos e apenas 500 recebem visita da família regularmente. Desses, apenas 350 têm familiares com visitas cadastradas, ou seja, que frequentam os pátios da PCE assiduamente. O local tem o maior corredor grafitado entre todos os presídios do Paraná, obra dos detentos artistas. Na PCE, o Conselho da Comunidade organiza aulas de pintura e montagem de tela para cerca de dez detentos. O projeto é pioneiro. Quem comandará as aulas do Arte no Cárcere é o Douglas Krieger.

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Isabel Kugler Mendes mostra a PCE para Douglas Krieger
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